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26 fev

Na RMBH, Betim usa drone no combate ao mosquito aedes aegypti

A “guerra” ao mosquito Aedes aegypti não para. Diariamente, uma legião de servidores públicos percorre as casas e prédios comerciais e industriais para orientar a não deixar acumular água em recipientes, que podem servir de criadouros do mosquito que transmite várias arboviroses. Agora não é só o risco da dengue, o mesmo vetor (mosquito) pode transmitir a febre amarela, zika e chikungunya. A cidade de Betim, por exemplo, recorre ao uso de drones para sobrevoar locais de difícil acesso que podem servir de criadouros do mosquito.

Patrulhamento aéreo

Em Betim, os órgãos da Vigilância Ambiental de Saúde adotam um sistema de “patrulhamento aéreo”, com a utilização de drones, com o auxílio da Guarda Civil Municipal (GCM). Em 2015, Betim foi considerada a capital mineira da dengue, com 26.138 casos notificados. Este ano,  o prefeito Vittorio Medioli (PHS), anunciou a realização de várias ações para combater a dengue na cidade. Para isso, dentre as medidas previstas, está a utilização de drones, aparelhos que irão aparelho irão sobrevoar áreas fazendo imagens aéreas de possíveis focos do mosquito Aedes aegypti.

O equipamento, que já é utilizado em Belo Horizonte e Goiânia, por exemplo, será um aliado importante. Ele vai sobrevoar áreas fechadas, como lotes vagos murados e casas sem moradores e abandonadas, as quais os agentes não têm acesso. Com as imagens, as autoridades de saúde de Betim poderão identificar os focos do Aedes aegypti, vetor de doenças como dengue, febre chikungunya e zika vírus, e iniciar o combate.

Resistência

De acordo com as autoridades, existe resistência por parte de alguns moradores em receber em suas casas, agentes de combate a endemia, por causa da violência. Por isso, a utilização do drone irá ajudar a fiscalizar essas áreas residenciais e verificar onde há material que pode gerar depósito de água e servir de criadouro do mosquito.

A eliminação dos recipientes que possam empoçar água é a medida mais eficaz para evitar a proliferação do mosquito, mas nem todo proprietário de imóvel ou de terreno comercial colabora com as equipes de fiscalização para permitir a entrada nos imóveis para vistoriar. Em alguns casos, somente pela via aérea seria possível verificar se o local atende as exigências legais. Mas não basta só a verificação por meio de drone, depois disso tem que conseguir pela via judicial uma autorização para que a fiscalização da prefeitura consiga entrar no local com infestação para remover o foco de mosquito.

 A Secretaria Estadual da Saúde informa que, em todo o Estado, até a primeira quinzena de fevereiro, houve cerca de 1. 400 casos da doença num levantamento que inclui 645 municípios. Em 2017, foram confirmados 5.932 casos, o que representa 3,6% do total registrado em 2016, quando foram confirmados 162.497 casos no Estado; e apenas 0,8% do total de 2015, quando houve 678.031 casos confirmados de dengue, de acordo com a Secretaria de Saúde Estadual.

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